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BLOG FIOS KIKI - ENTREVISTA COM OS PONTOS ALTOS DO CROCHÊ BRASILEIRO: NAT PETRY (Ateliê Nat Petry)

Pontos, vírgula e uma laçada. Você consegue ver semelhança entre o texto e o crochê? Pois é, tem tudo a ver, porque texto é uma rede de palavra que têm um significado como um todo e o crochê é uma rede de pontos e laçadas que têm tanto significado, né?

Nossa série de mini entrevistas se chama assim: "Pontos, vírgula e uma laçada: entrevista com os "pontos altos" do crochê brasileiro" porque é isso que os entrevistados são: verdadeiros ícones que são como índices nos indicando o que está por vir, ou seja, um "futuro feito à mão", como diz a própria querida e talentosa Nat Petry.

CURIOSIDADE: Eu, a Carmen que vos escrevo rsrs tenho uma historinha que já contei à Nat e é assim: eu vim da área de Moda, já contei pra vocês no Insta, e via tudo quanto é revista brasileira e estrangeira. Há vários anos vi a Nat na Revista Manequim pois ela foi entrevista e fez um trabalho com crochê para a revista. Eu JAMAIS pensei que meu caminho se cruzaria com o ela...olha como o mundo é pequeno. No fim da consta, hoje, ambas estamos no mundo do crochê e dos fios de malha e estou eu aqui entrevistando essa moça linda e tão fofa. Vamos ver o que ela nos respondeu?

Desde já, OBRIGADA, NAT, por nos dar essa honra!

Divirtam-se!

MINI ENTREVISTA


1) Você quer se apresentar? Fique à vontade 

Nat: Eu sou a Nat. Sou gaúcha mas já moro em Curitiba há quase 10 anos. Sou formada em design de produto e apaixonada por todo tipo de artesanato desde criança! Meu quarto sempre foi uma espécie de ateliê. Em todos os armários era possível encontrar linhas, agulhas, bordados, tricôs em andamento e muitas revistas sobre o assunto. Herdei esse interesse da minha mãe, que é super criativa e talentosa; e das minhas avós. Se quiser saber um pouquinho mais, fica a vontade para visitar meu site: https://atelienatpetry.com.br/sobre-mim/ 

2) Como foi que você começou a fazer crochê e quando? 

Nat: Eu aprendi quando era criança, acho que tinha mais ou menos 8 anos. Eu via minha mãe fazendo e ficava curiosa em volta dela. Antes de me ensinar a fazer, ela me colocava pra desfazer as peças dela que não tinham dado certo, e hj eu percebo que esse já foi um grande aprendizado para entender que o desfazer faz parte do fazer. Depois de um tempo desmanchando crochês e enrolando novelos ela me ensinou os primeiros pontos, e desde então nunca mais parei. 

3) Vc se lembra de qual foi a primeira peça que fez? 

Nat: Não lembro exatamente qual foi, mas hoje em dia quando eu visito minha família sempre me mostram algum crochê que eu fiz, e eu nem lembrava mais. Muita coisa de decoração, bandôs de cortina, barra de toalha, centro de mesa, tapetes... de tudo um pouco. 

4) Com que frequência você crocheta? 

Nat: Hoje em dia, mesmo conciliando todos os setores do ateliê (estratégico, burocrático, operacional, atendimento, marketing, etc...) dou um jeito de crochetar nem que seja um pouquinho todo dia. Na maioria das vezes são peças do trabalho, que vou ensinar, mas também sempre tenho um crochê "do descanso", aquele pra fazer sem pressa e sem compromisso depois que já encerrei o expediente. 

5) Qual a sua "relação" com.o crochê, digo, vc vende suas peças, vende receitas, etc? 

Nat: Eu gosto de criar para ensinar. Quando crio algo já vou anotando tudo o que considero importante detalhar bem nas aulas, pensando em quem vai aprender e nunca fez nada parecido. E como busco dar o melhor de mim nos cursos e aulas, meu foco fica só nisso. Não vendo peças, nem faço encomendas. Só ensino quem quer fazer. 

6) Com quais tipos de fios você gosta de trabalhar?

Nat: Meu queridinho sempre vai ser o fio de malha, mas eu gosto de experimentar todos tipos de fios, desde os mais finos até os mais grossos. 

7) Qual o número de agulha qie vc mais gosta de usar? 

Nat: Com o fio de malha, na maioria das vezes uso a agulha 8mm. Prefiro agulhas de plástico com cabo emborrachado, como Clover e Prym. Já nos fios finos, prefiro as Tulips. 

8) Tem algum tipo de peça que lhe agrada mais fazer? 

Nat: Amo decoração! Desde pequena tenho tendência a fazer mais esse tipo de peça. Também gosto de vestuário, especialmente de blusas de inverno em tricô. 

9) Ao tecer, tem alguma particularidade que vc não curte e tem até "preguicinha" de fazer? Afinal, somos todos seres humanos e bate preguiça de vez em quando né? 

Nat: Eu fujo de projetos muito demorados. Acho lindo e admiro quem faz, mas confesso que gosto de coisas mais rápidas. Afinal, quanto mais rápido eu terminar, mais rápido posso fazer outras peças kkkk 

10) Você tem algum sonho ou grande desejo a ser realizado que está relacionado ao crochê? 

Nat: Meu maior sonho está acontecendo agora! Sou completamente realizada em trabalhar com essa técnica que eu amo. Meu trabalho e meu dia a dia giram em torno disso, e nada poderia me fazer mais feliz do que isso. 

DICA: 11) E tem algo que você gostaria de dizer às crocheteiras e crocheteiros? 

Nat: Tem uma frase que eu repito como um mantra, especialmente pra quem tá começando ou aprendendo algo novo: "Antes feito que perfeito". Pois muita gente tem medo de errar ou de fazer algo "feio", e deixa de fazer por isso. Mas se nunca fizer, nunca vamos praticar. E sem praticar, dificilmente faremos algo perfeito. Então deixa o medo de lado e sai fazendo. Quando menos esperar, você terá algo lindo e único feito por você!

Conheça mais sobre o trabalho da Nat aqui:
instagram: @atelienatpetry

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E agora é com vocês! Sigam a Nat (ok, acho que todo mundo já segue rs)..

Gostaram? O que me dizem? Deixe aí seu comentário!

Próximo entrevista com Thiago Rezende - O Homem na Agulha


Obrigada por vocês fazerem parte do tecer da nossa história

Carmen Martins
co-fundadora e editora do blog

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